Dia Internacional da Mulher: conheça conquistas que devem ser celebradas nesta data

Resumo do texto

  • Entenda a origem do Dia Internacional da Mulher;
  • Conheça conquistas das mulheres ao longo do tempo;
  • Veja histórias inspiradoras de brasileiras empreendedoras.

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O Dia da Mulher foi criado para celebrar a luta por mais igualdade e espaço na sociedade. E, por mais que muitas conquistas tenham sido alcançadas, ainda há muito o que buscar.

Foi apenas na Constituição de 1988 que as mulheres ganharam o direito de empreender e trabalhar. E mesmo que tenha tão pouco tempo, já temos histórias de mulheres referências no empreendedorismo e no mercado financeiro nacional e que, até hoje, servem de inspiração para as gerações.

Veja mais conquistas femininas ao longo dos anos e entenda a importância dessa data.

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Dia Internacional da Mulher: por que a data existe?

A origem do Dia Internacional da Mulher remete às trabalhadoras do século XIX e XX, que foram para às ruas exigir maior participação na sociedade, com voto e melhores condições de trabalho.

O primeiro Dia Internacional da Mulher aconteceu em 1908 e reuniu, em torno de, 1500 mulheres nas ruas dos Estados Unidos. Elas protestaram por melhores condições de trabalho. Essas lutas se espalharam pelo mundo nos anos seguintes.

Em 8 de março de 1917, na Rússia, cerca de 90 mil mulheres operárias foram para as ruas protestar contra as péssimas condições de trabalho, a fome e a participação do país na I Guerra Mundial. O protesto ficou conhecido como “Pão e Paz” e, em 1921, a data foi oficializada como o Dia Internacional da Mulher.

Até hoje, o 8 de Março é o momento de relembrar todas essas lutas que as mulheres passaram e avaliar o que ainda precisa ser conquistado. 

Conquistas femininas ao longo dos anos que valem a pena serem lembradas

Neste Dia Internacional da Mulher, sabemos que há muito para buscar, mas devemos celebrar grandes vitórias para as mulheres brasileiras. Veja algumas das principais conquistas.

Educação para mulheres só a partir de 1827, mas limitada

Com a Lei Geral de 1827, as mulheres foram autorizadas a frequentar salas de aula. Mas não eram todas as matérias que elas podiam cursar. O ensino era voltado para os afazeres do lar apenas. Já a primeira mulher a entrar na faculdade, aconteceu em 1887, na Bahia.

Mulheres conquistam o direito de ter uma conta bancária (1962)

O Código Civil de 1916 dizia que as mulheres casadas não podiam abrir conta em banco sem a autorização do marido. Só em 1962, com a reivindicação constante do Estatuto das Mulheres Casadas, essas proibições foram abolidas.

Cartão de crédito para mulheres se torna realidade (1974)

Mesmo que elas pudessem ter uma conta bancária, elas ainda não eram autorizadas a assinar um contrato de cartão de crédito. Apenas os homens podiam fazer isso caso elas quisessem. Só em 1974 que isso vai mudar e elas podem, enfim, tomar essa decisão.

Nasce o empreendedorismo feminino no Brasil (1990)

Apenas depois da Constituição Federal de 1988, que as mulheres puderam trabalhar, ter direito a licença maternidade, empreender e colocar em prática suas ideias. Desde então, o empreendedorismo feminino vem ganhando espaço no Brasil.

Atualmente, as mulheres representam quase metade dos empreendedores brasileiros e são mais de 30 milhões de mulheres liderando negócios, próprios ou não. Esse número cresceu 40% na pandemia.

Salto no percentual de mulheres investidoras no mercado financeiro

As mulheres já representam 1 milhão de investidores na Bolsa de Valores. Esse número reforça a conquista da independência de suas vidas financeiras.

Confira histórias de empreendedoras brasileiras para se inspirar

Conheça a história de mulheres brasileiras que se destacaram como empreendedoras.

Zica Assis e o Instituto de Beleza Natural

A rede especializada em cabelos crespos e cacheados nasceu em 1993, no Rio de Janeiro. A fórmula foi criada por Zica, que passou 10 anos pesquisando a melhor forma de cuidar dos próprios cabelos. Assim, conseguiu desenvolver uma fórmula que ajuda as mulheres a se sentirem mais bonitas e empoderadas.

Luiza Helena Trajano: a Lu, do Magazine Luiza

Conhecida como a rainha do varejo no Brasil, Luiza Helena Trajano é a maior acionista e atual presidente da Magazine Luiza. Ela foi a responsável pela reformulação da marca e expansão digital, o que multiplicou o faturamento e ocasionou na criação de centenas de empregos por todo o país.

Sarah e Julinha Lazaretti: idealizadores do Alergoshop

As irmãs formadas em enfermagem e biologia criaram a Alergoshop, que tinha como objetivo melhorar a vida de pessoas que tinham alergias. A ideia surgiu porque a filha de Sarah sofria com alergias desde pequena. Por isso, as duas desenvolveram os próprios produtos com a ajuda de alergistas brasileiros. Hoje, já possuem mais de 25 anos de experiência no mercado nacional.

E elas não são as únicas, conheça a história de outras 4 mulheres de sucesso no empreendedorismo brasileiro.

Quais são as principais lutas das mulheres na atualidade?

Sem dúvidas, há muito o que celebrar neste 8 de Março. As histórias apresentadas mostram que as mulheres estão assumindo importantes posições em grandes empresas e abrindo caminho com o empreendedorismo.

Mas a realidade ainda assusta. Em 2020, tínhamos apenas 45,8% das mulheres no mercado de trabalho. O menor índice desde 1990. Em 2019, por exemplo, esse número era de 54,5%.

Para as mães, a situação fica ainda pior. Segundo o IBGE, a presença de uma criança abaixo de 3 anos em casa tira as mulheres do mercado de trabalho. Apenas 54,6% das mulheres com filhos pequenos trabalham. Entre as que não tem filhos, o número é de 67,2%.

Essa diferença não acontece entre os homens.

Ainda há muito o que buscar para as mulheres, como:

  • igualdade salarial de gênero;
  • mais oportunidades para o empreendedorismo feminino negro;
  • fim da jornada tripla para as mulheres (trabalho, afazeres de casa e cuidados com os filhos);
  • violência contra as mulheres.

E não é apenas neste dia que devemos lembrar disso tudo. Com um papel de protagonismo na sociedade, as mulheres estão, cada vez mais, assumindo a nova cara do empreendedorismo brasileiro.

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