Resumo do texto

  • Saiba como funciona a tributação em investimentos;
  • Entenda a tabela regressiva do Imposto de Renda e quais investimentos são isentos de IR;
  • Veja como é feita a cobrança de IOF.

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Investimentos podem ser divididos em dois grandes grupos: aqueles que não têm tributação, como é o caso da poupança, das LCIs, LCAs e do Tesouro Direto. Mas há também aqueles que sofrem a incidência de impostos, como Fundos de Investimento, Ações e CDBs.

Vale ressaltar que a isenção de impostos nesses investimentos só existe para pessoas físicas.

No momento de investir, você precisa (e quer) saber quando você vai ganhar com aquela operação, certo? Portanto, uma das coisas que todo investidor precisa entender é como funciona a tributação em investimentos.

Existem dois tipos de impostos que incidem sobre os investimentos: o Imposto de Renda e o IOF, e ambos afetam o rendimento total das suas aplicações, já que são descontados antes mesmo do recebimento.

Nós já ensinamos aqui no Blog como você deve inserir suas aplicações na declaração de IR, porém, hoje vamos focar na explicação sobre as tabelas regressivas de Imposto de Renda e IOF. Acompanhe!

Como funciona a tributação em investimentos?

Os impostos fazem parte da rotina do investidor. Aplicações financeiras têm incidência de imposto sobre os rendimentos, e isso é algo que todo mundo que investe precisa saber para dimensionar bem os seus ganhos, sabendo qual será a fatia do rendimento que será destinada à Receita Federal.

Como dito acima, são dois impostos incidentes: Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Imposto de Renda (IR). Ambos são descontados diretamente na fonte, ou seja, quando você pede o resgate, o valor que retorna para sua conta já é corrigido de acordo com a tributação — exceto para os investimentos em ações e fundos imobiliários, que são aplicações que o próprio investidor tem que recolher o imposto.

Mas saiba que uma coisa é o desconto do IR na fonte, outra coisa é a declaração dos seus investimentos. Mesmo com a tributação automática, toda pessoa que recebeu mais de R$ 40.000 de rendimentos das aplicações financeiras e salário até o final de um ano calendário (nome dado ao período em que é contabilizado o IR) precisa declarar essas aplicações.

Entenda a Tabela regressiva do Imposto de Renda em investimentos

O Imposto de Renda cobra mais de quem aplica por menos tempo. Essa é a regra básica para entender a tabela regressiva do IR. A porcentagem da alíquota (parte que é destinada para o pagamento do IR) diminui conforme o tempo de aplicação.

Veja como ela funciona:

TEMPO DE APLICAÇÃO ALÍQUOTA DE IR APLICADA SOBRE O RENDIMENTO DA APLICAÇÃO
Entre 0 e 180 dias 22,5%
Entre 181 e 360 dias 20%
Entre 361 e 720 dias 17,5%
Mais de 720 dias 15%

 

Essa tabela acima é válida para os investimentos de renda fixa e também para Fundos classificados como Longo Prazo (prazo médio dos ativos presentes no fundo tem que ser superior a 365 dias).

Como o próprio nome diz, o imposto de renda será somente sobre o rendimento das aplicações (exceto o PGBL cujo IR é sobre o valor resgatado).

Perceba que pedir um resgate antes de seis meses pode consumir quase um quarto do rendimento da sua aplicação.

Portanto, é preciso pensar muito bem antes de tomar essa decisão, caso contrário, você pode receber muito pouco e o investimento pode não ter sido uma boa escolha para você, afinal, o dinheiro ficou retido e você perdeu oportunidade de investir em algo mais vantajoso.

Para os investimentos de renda fixa o IR é cobrado somente no resgate.

Já nos Fundos Longo Prazo o IR é cobrado a cada 6 meses (no último dia útil dos meses de maio e novembro) sobre os rendimentos desses períodos. A alíquota que incide é de 15%.

E, no resgate haverá um complemento de IR conforme o prazo de permanência do investidor na aplicação.

Vamos a um exemplo: se você ficou durante 500 dias na aplicação, ao resgatar iria pagar um IR de 17,5%. Mas, como já pagou imposto de 15% nos meses de maio e novembro, irá pagar imposto somente sobre a diferença, ou seja, 17,5% – 15% = 2,5%.

Existem também Fundos Curto Prazo (prazo médio dos ativos dos ativos do fundo é menor ou igual a 365 dias).

Para esses Fundos a tabela de IR é a que segue abaixo:

TEMPO DE APLICAÇÃO ALÍQUOTA DE IR APLICADA SOBRE O RENDIMENTO DA APLICAÇÃO
Entre 0 e 180 dias 22,5%
Entre 181 e 360 dias 20%

 

Nos Fundos Curto Prazo o IR é cobrado a cada 6 meses (no último dia útil dos meses de maio e novembro) sobre os rendimentos desses períodos e a alíquota que incide é de 20%. E no resgate será cobrada a diferença da alíquota, conforme tabela.

ATENÇÃO! Os Fundos de Ações seguem essa lógica de tributação sobre o rendimento, mas com uma alíquota única de 15% para qualquer data de resgate.

Os Fundos Imobiliários dão isenção de IR sobre os rendimentos pagos para o investidor pessoa física, mas existem três regras para que essa isenção ocorra: o Fundo tem que ter no mínimo 50 cotistas, suas cotas têm que ser negociadas no mercado de bolsa ou de balcão e o investidor não pode ter mais do que 10% de participação no fundo.

Essa isenção é válida somente para o pagamento de rendimentos, que por lei devem ocorrer semestralmente, mas a maioria paga mensalmente. Há cobrança de IR de 20% quando o investidor vende suas cotas com lucro.

Outro ponto que você precisa saber é: ter investimentos não te obriga a fazer declaração de imposto de renda. Existem aquelas famosas regras para definir quem declara e quem é isento. Se você se encaixa no grupo de pessoas isentas, não será preciso fazer declaração.

Mas saiba que os investimentos continuarão contando com a alíquota de IR, uma coisa é pagar imposto de renda sobre um produto do mercado financeiro, outra coisa é fazer a declaração do imposto de renda.

Quais investimentos são isentos de IR?

Caso você queira evitar a cobrança de impostos sobre suas aplicações na pessoa física, existem opções que não sofrem incidência de IR, são elas:

  1. LCIs;
  2. LCAs;
  3. CRIs;
  4. CRAs;
  5. Debêntures Incentivadas;
  6. Rendimentos de dividendos;
  7. Ganhos obtidos com vendas de ações, desde que esse valor não ultrapasse R$ 20 mil de venda no mês da sua carteira de ações.

Entenda como é feita a cobrança do IOF

O Imposto sobre Operações Financeiras é cobrado em diversas operações bancárias, desde compras no exterior com cartão de crédito e também em operações com seguros e câmbio. Ele também incide sobre investimentos, porém, com uma regra bem peculiar: ele só é cobrado caso você peça o resgate antes de 30 dias da aplicação.

Aqui, as faixas de alíquota variam a cada dia. Acompanhe:

INCIDÊNCIA DE IOF DURANTE OS PRIMEIROS 15 DIAS DE APLICAÇÃO
TEMPO DE APLICAÇÃO ALÍQUOTA DE IOF
1 DIA 96%
2 DIAS 93%
3 DIAS 90%
4 DIAS 86%
5 DIAS 83%
6 DIAS 80%
7 DIAS 76%
8 DIAS 73%
9 DIAS 70%
10 DIAS 66%
11 DIAS 63%
12 DIAS 60%
13 DIAS 56%
14 DIAS 53%
15 DIAS 50%

 

Perceba que pedir o resgate de uma aplicação antes de 15 dias consome, no mínimo, metade dos rendimentos só em imposto. E não esqueça que além do IOF também haverá aquela alíquota de IR (caso seja um investimento com incidência, claro), ou seja, seu ganho será perto de zero.

Após 15 dias de aplicação, a porcentagem consumida pelo IOF cai, mas segue alta:

INCIDÊNCIA DE IOF ENTRE 16 DIAS E 30 DIAS DE APLICAÇÃO
TEMPO DE APLICAÇÃO ALÍQUOTA DE IOF
16 DIAS 46%
17 DIAS 43%
18 DIAS 40%
19 DIAS 36%
20 DIAS 33%
21 DIAS 30%
22 DIAS 26%
23 DIAS 23%
24 DIAS 20%
25 DIAS 16%
26 DIAS 13%
27 DIAS 10%
28 DIAS 6%
29 DIAS 3%
30 DIAS 0%

 

Agora, pense sobre um detalhe: a maior parte dos produtos do mercado financeiro não oferecem retornos interessantes em menos de um mês.

A não ser que você tenha um ótimo desempenho na bolsa de valores comprando e vendendo ações diariamente, será muito difícil conseguir bons ganhos em tão pouco tempo, por isso, nunca se esqueça que investimentos pedem paciência para que sejam vantajosos para o seu bolso.

ATENÇÃO! Diferente do que acontece com o Imposto de Renda, o IOF incide sobre todos os tipos de aplicação financeira. Portanto, seja qual for o seu investimento, caso você faça o resgate antes de 30 dias, haverá cobrança desse imposto.

Diversifique suas aplicações com segurança e controle

Um dos maiores desafios enfrentados pelos investidores é o controle de diferentes aplicações. Como uma das regras de ouro do mercado é a diversificação, muitas pessoas abrem várias contas em diferentes bancos e corretoras para aplicar em diversos produtos variar sua carteira de investimentos.

Esse processo pode ser confuso e exigir muito tempo e atenção do investidor, algo que pode não combinar com a sua rotina. Para solucionar esse problema existem os Fundos de Investimento disponíveis no PagBank. Assim, você consegue diversificar seu portfólio, mas centralizando suas aplicações em um só lugar.

Nós entendemos que variar seus investimentos é importante, por isso, você pode aplicar nos CDBs PagBank que rendem mais que o dobro da poupança e também nos Fundos de Investimento disponíveis no PagBank.

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