Resumo do texto

  • Tesouro Direto é um tipo de investimento em renda fixa fornecido pelo Governo Federal;
  • Quem aplica está, na verdade, emprestando dinheiro para o Governo a uma taxa de juros — o que é uma excelente opção para quem quer segurança ao investir;
  • Descubra as principais modalidades do Tesouro Direto, suas regras e também como escolher a opção mais adequada aos seus objetivos.

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O Tesouro Direto é um investimento de renda fixa bastante popular que tem como características principais os seguintes pontos:

  1. Baixo valor inicial de investimento;
  2. Liquidez diária (O Tesouro tem liquidez diária quando atrelado à Selic, na maioria dos casos. Com a Selic baixa, hoje a maioria das opções disponíveis são os atrelados ao IPCA (inflação) ou os prefixados — ambos possuem liquidez no vencimento ou pagam juros semestralmente.);
  3. Segurança: são 100% garantidos pelo Tesouro Nacional, ou seja, são os investimentos mais seguros do país.

Criado em 2002, o Tesouro Direto é, na verdade, um programa que dá acesso aos investidores a possibilidade de comprar títulos do Governo Federal. Quem investe no Tesouro está, na prática, emprestando dinheiro para o Governo aplicar em setores como saúde, educação e infraestrutura.

O sistema do Tesouro Direto conta com mais de 4 milhões de investidores cadastrados e 1 milhão de investimentos ativos, que somam mais de 60 bilhões de reais em aplicações! Se você deseja ser um investidor do Tesouro, prepare-se para descobrir as principais características, os fatores de risco, as vantagens e a segurança encontrada pelo investidor.

O que é o Tesouro Direto?

Tesouro Direto é um programa desenvolvido pelo Tesouro Nacional (que representa o caixa do Governo Federal) em parceria com a B3, que é a empresa que administra a Bolsa de Valores do Brasil.

Ele foi criado para permitir que pessoas possam comprar títulos públicos federais, fazendo uma espécie de empréstimo ao Governo. Assim como acontece em outros produtos de renda fixa, como os CDBs, a rentabilidade da aplicação surge a partir da taxa de juros cobrada por esse empréstimo.

Com os valores arrecadados, o Governo alimenta seu caixa e pode pagar parte de seus dividendos e investir em setores estratégicos do país. E para conseguir um bom dinheiro para essas operações, foram desenvolvidas duas regras bem importantes:

  1. O acesso aos investimentos do Tesouro Direto são 100% online e podem ser feitos em muitos bancos e corretoras de investimento;
  2. Os valores iniciais de investimento são bem baixos, sendo possível começar uma aplicação com valores entre 30 e 50 reais.

Qual a diferença entre o Tesouro Direto e outros títulos de renda fixa?

Em produtos de renda fixa como CDB, LC, LCI e LCA o investidor está emprestando seu dinheiro a uma única instituição. Com esse dinheiro em caixa, a empresa pode utilizá-lo da forma que achar melhor.

Neste caso, você se torna um credor da instituição, ou seja, ela passa a te dever por esse empréstimo. Isso é bastante seguro, já que a maioria dos bancos e financeiras têm uma saúde financeira estável e honram seus compromissos com os investidores.

No caso do Tesouro, você se torna um credor do Governo Federal. Até hoje não foram registrados nenhum caso de inadimplência (falta de pagamentos) para com os investidores.

Emprestar dinheiro a um Estado é bastante seguro. Mesmo com todos os desafios vividos por aqui, o Governo sabe que o Tesouro Direto é uma importante fonte de captação de recursos, por isso, ele sempre mantém os pagamentos em dia para atrair mais e mais investidores.

Quais são os títulos do Tesouro Direto?

O Tesouro Direto possui 3 tipos diferentes de títulos, cada um deles com suas próprias características:

  1. Tesouro Selic;
  2. Tesouro Prefixado;
  3. Tesouro IPCA+.

Tesouro Selic

Trata-se de um investimento pós-fixado que usa a taxa básica de juros da nossa economia (Selic). Por isso, o Tesouro Selic é um investimento seguro e com uma rentabilidade estável, registrando poucas alterações ao longo do tempo. Consequentemente, o Tesouro Selic é um investimento que registra poucas alterações ao longo do tempo.

Além disso, ele tem liquidez diária. O rendimento é somado na sua aplicação todos os dias e você pode vender os títulos antes do vencimento sem medo de perder dinheiro.

Tesouro Prefixado

Aqui não tem segredo: o investidor sabe qual vai ser o seu retorno logo no dia da aplicação (caso mantenha o dinheiro investido até o vencimento). Caso seja necessário resgatar o dinheiro antes do vencimento da aplicação, existem chances do investidor resgatar menos do que investiu ou ganhar mais do que esperava.

Isso acontece pois, para se desfazer do investimento antes do vencimento, é preciso recorrer ao mercado secundário (compra e venda entre investidores). Caso haja valorização do título, você pode se dar bem; se houver desvalorização há chances de prejuízo.

Resumindo: quem resgata antes do vencimento pode correr alguns riscos a mais e não conseguir a rentabilidade que gostaria, porém, se o dinheiro ficar aplicado durante todo o período contratado, é possível saber, com muita precisão, quais serão os ganhos.

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais

Aqui a regra de rendimento é a mesma do Tesouro prefixado, porém, nesse título o Governo paga o chamado cupom de juros para o investidor. Isso significa que você pode receber os juros acumulados da sua aplicação em dois momentos do ano, o que é bem interessante para quem precisa levantar um dinheiro mas não quer resgatar o investimento antes do vencimento.

Mas é preciso ficar atento a um detalhe: quando você recebe o cupom, é descontado o valor do Imposto de Renda referente à tabela regressiva de tributação (confira ela completa no tópico 3 “Tributação” abaixo). Se esse cupom for pago nos primeiros 6 meses, isso significa que o IR pago será de 22,5%. Sendo assim, se você recebeu 100 de juros, o seu cupom será, na verdade, de R$ 77,5.

Veja como declarar seus investimentos no Imposto de Renda

Tesouro IPCA+

Aqui a taxa de rentabilidade é híbrida, ou seja, há uma taxa de juros prefixada, que é somada a uma taxa de juros pós-fixada, como o IPCA (principal indicador da inflação), por exemplo, para determinar a rentabilidade. Com isso, o seu investimento nunca perde valor, já que ele sempre será acrescido do IPCA — o que faz com que ele sempre supere a inflação.

O ganho real desse investimento fica por conta da taxa prefixada. O IPCA age para corrigir a inflação, por isso, fique atento à taxa fixa de juros. Quanto maior a taxa, mais tempo de investimento, já que o Governo dá esse benefício para quem faz empréstimos mais longos.

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais

Dentro do Tesouro IPCA+ também existe a possibilidade de investir e conseguir o cupom duas vezes ao ano (com as mesmas regras de IR do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais). A diferença aqui é que a parte prefixada do rendimento só é paga na data de resgate do investimento, ou seja, seu cupom tem o valor calculado somente sobre a rentabilidade obtida sobre a taxa pós-fixada, IPCA.

DICA: você pode conferir todos os tipos de aplicação no site do Tesouro Direto.

Quais são as regras para investir no Tesouro Direto?

Agora vamos aos detalhes mais técnicos do Tesouro. Acompanhe:

1. Taxas

O investidor pode encontrar 2 tipos de taxas cobradas por aplicações no Tesouro Direto:

  1. Taxa de custódia;
  2. Taxa de serviços.

A taxa de custódia do Tesouro Direto — equivalente a 0,25% ao ano — é o custo pago à B3 a cada seis meses. O valor é destinado para manter a guarda dos seus títulos e disponibilizar todas as informações e movimentações necessárias. A taxa de serviços, por sua vez, pode ser cobrada por bancos ou corretoras.

2. Valor mínimo

Depende do tipo de investimento escolhido. Segundo o site do Tesouro, o investimento mínimo varia entre 34 e 106 reais, a depender do produto (IPCA, prefixado ou Selic).

3. Tributação

O Tesouro Direto também segue a tabela regressiva de cobrança de imposto de renda, assim como os CDBs. Veja a tabela abaixo:

TEMPO DE INVESTIMENTO ALÍQUOTA DE IR
Até 180 dias 22,5%
De 181 a 360 dias 20%
De 361 a 720 dias 17,5%
Acima de 720 dias 15%

4. Risco

O risco é baixíssimo, assim como muitas das outras aplicações de renda fixa. Não há risco de desvalorização e nunca foi registrada nenhuma ocorrência de calote do Governo no Tesouro Direto.

5. Garantia (segurança)

O Tesouro Direto não conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Quem assegura o investimento é o próprio Governo. Apesar de não haver uma instituição independente atuando na proteção do investidor, o Tesouro é muito seguro pois o Governo sabe que é fundamental honrar os pagamentos para atrair investidores.

Como escolher o melhor título?

Isso vai depender do seu objetivo. Se você quer apenas aumentar a sua reserva, é importante verificar opções como o Tesouro Selic. Se a meta é fazer caixa e reinvestir, busque procurar os Tesouros IPCA+ e Prefixados com Juros Semestrais. Contudo, se você quer uma boa rentabilidade e não tem pressa em reaver o dinheiro, o IPCA+ pode ser uma boa escolha.

Preste bastante atenção no momento de aplicar seu dinheiro. Nunca se esqueça de alinhar sempre seus objetivos com os investimentos mais adequados, assim você evita frustrações ou a necessidade de pedir resgate antes da hora para aplicar em outros investimento mais interessantes.

DICA: Faça o teste no site do Tesouro Direto e descubra qual opção é a melhor para você.

Aplique no Tesouro Direto, mas não esqueça da variedade!

O Tesouro Direto é uma opção bem interessante para quem está investindo ou pensando em investir. Ele é acessível, fácil de entender e não oferece muitos riscos para o seu dinheiro, sendo recomendado para qualquer perfil de investidor.

Apesar de somar um bom conjunto de vantagens, é fundamental variar o seu portfólio de investimentos, por isso, não se esqueça de analisar outras opções como CDBs,  e LCAs, por exemplo.

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