Resumo do texto

  • Entenda como o COPOM é formando e os efeitos das decisões desse órgão sobre os investimentos financeiros;
  • Veja tudo sobre o assunto e aprenda a relação entre o COPOM e a taxa Selic.

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COPOM é a sigla para Comitê de Políticas Monetárias. Trata-se de um órgão do Banco Central que tem funções importantíssimas para a economia brasileira. Dentre elas estão:

  1. A definição da taxa básica de juros do Brasil, a taxa Selic;
  2. A análise do relatório de inflação;
  3. Criação e implementação de diretrizes da política monetária do Brasil.

Todas as decisões tomadas pelo COPOM geram efeitos em nossos bolsos. No post de hoje, você vai descobrir mais sobre essa atuação, qual é a história desse órgão e que tipo de influência ele tem sobre a sua vida financeira, inclusive se você está pensando em começar a aplicar seu dinheiro.

O que é o COPOM?

O COPOM é um órgão do Banco Central (BC) que foi criado para determinar critérios essenciais para a nossa economia. As decisões tomadas por ele surtem impacto direto na economia e na realidade dos brasileiros.

De forma prática, isso significa que as ações do Comitê podem impactar diretamente algumas situações do dia a dia, como a facilidade para conseguir crédito, o poder de compra das famílias, o preço pago em diversos produtos e até a rentabilidade de investimentos, já que grande parte das aplicações de renda fixa tem sua rentabilidade calculada com base na Selic.

Você já deve ter visto no jornal sobre a redução da Selic, certo? É justamente o COPOM quem define esses reajustes.

Quando surgiu o COPOM?

O Comitê foi criado em 20 de junho de 1996. O desenvolvimento do COPOM teve como base uma solução bem semelhante adotado nos EUA, que foi a criação do Federal Open Market Committee (além de influências como o Central Bank Council, da Alemanha).

Ao longo dos últimos anos, o regimento do COPOM sofreu algumas mudanças importantes, tanto no que diz respeito às suas funções quanto ao intervalo de tempo entre as reuniões do Comitê — que são essenciais para definição da taxa básica de juros do Brasil.

Um episódio importante na história do COPOM aconteceu em 1999 com a criação das “metas da inflação”. Ela funciona da seguinte maneira: o COPOM determina um índice “adequado” para a inflação e o Banco Central se compromete a fazer as mudanças econômicas necessárias para que a meta seja atingida.

Com essa nova responsabilidade, o principal motivo para as reuniões do COPOM tornou-se o acompanhamento das metas para a inflação, sendo que a determinação da meta para a taxa básica de juros (a Selic) é uma das “armas” que o Comitê tem em mãos para reduzir e controlar o aumento dos preços.

Qual a função do Comitê de Políticas Monetárias?

A principal função do COPOM é regular a economia brasileira. E ele faz isso com base em algumas ações importantes, como, por exemplo, determinando a taxa Selic.

A taxa Selic é a taxa básica de juros do Brasil. Ela é utilizada tanto pelos bancos quanto por instituições financeiras como um valor de referência para aplicação de juros sobre empréstimos, financiamentos e até mesmo investimentos.

Quando a taxa Selic está alta, qualquer tipo de empréstimo ou financiamento torna-se mais caro (e os investimentos também passam a ter uma rentabilidade maior). Com taxas mais altas há menos dinheiro em circulação, consequentemente, o consumo no Brasil cai.

Quando a Selic está baixa, ela serve de incentivo para o crescimento econômico, pois há mais dinheiro em circulação, porém, essa queda impacta de forma negativa os rendimentos de aplicações de renda fixa, como a poupança.

Como a taxa Selic se relaciona com o COPOM?

O COPOM é quem determina a Selic Meta — que serve como base para que os bancos e instituições elaborem suas taxas de juros. Essa decisão é tomada nas reuniões do COPOM, que acontecem periodicamente.

Como funciona uma reunião do Copom?

A cada 45 dias, os integrantes do Comitê se reúnem para analisar a inflação, verificar a situação econômica do país e determinar o novo valor da taxa Selic. Não existe uma regra dizendo que ela deve ser alterada a cada reunião, mas, com base nos relatórios econômicos, a decisão acontece.

A Selic META sofre acréscimo quando é preciso desacelerar a inflação. O jeito mais fácil de conseguir isso é freando o consumo — e as taxas de juros mais altas são o caminho certo para essa redução. Agora, quando a intenção é estimular o consumo, o COPOM reduz a taxa Selic.

Todo o histórico está disponível no site do Banco Central. Vale a pena ficar ligado nesta página para saber qual é o valor da taxa e seu funcionamento. Clique aqui e confira.

Quem são os integrantes do Copom?

O Comitê de Políticas Monetárias é formado pela alta cúpula do Banco Central. Fazem parte do COPOM executivos com as seguintes funções dentro do BC:

  1. Presidente;
  2. Diretor de Administração;
  3. Diretoria de Política Econômica;
  4. Diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos;
  5. Diretoria de Fiscalização;
  6. Diretor de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural;
  7. Diretoria de Política Monetária;
  8. Diretor de Regulação;
  9. Diretoria de Relacionamento Institucional e Cidadania.

Todos têm direito a voto, porém, o Presidente do Banco Central é quem tem a palavra final, ou melhor, o voto decisivo. Para saber mais sobre os integrantes, clique aqui!

Qual a relação entre as decisões do COPOM e os investimentos?

As mudanças propostas na taxa Selic afetam as taxas de juros, que, por sua vez, têm efeitos sobre a rentabilidade de muitas aplicações, especialmente a renda fixa. São afetados pelas alterações na Selic investimentos como:

  1. Tesouro Selic;
  2. Poupança;
  3. CDB;
  4. LCI;
  5. LCA.

Essas alterações ocorrem pois os índices de rentabilidade desses investimentos usam a Selic como base de cálculos. No caso dos CDBs, a taxa de rentabilidade — o CDI — surge da média de juros cobradas pelos bancos quando eles fazem transações entre si.

As transações têm juros, e os juros são norteados pela Selic. Se a Selic sobe, os juros sobem e a rentabilidade sobe junto, se a Selic cai, o movimento é justamente o oposto: o rendimento sofre queda.

De forma resumida, podemos afirmar que as alterações feitas pelo COPOM na taxa básica de juros afetam todos os tipos de investimento em renda fixa, enquanto a renda variável recebe influências indiretas.

Conheça e invista com segurança

Agora que você já sabe um pouco mais sobre a importância do COPOM, fica mais fácil entender qual é a influência dele sobre a nossa economia e sobre os investimentos.

Se você pretende investir e conseguir uma rentabilidade bem melhor do que a oferecida pela poupança e seu rendimento sobre a Selic, que tal conhecer os CDBs PagBank? Todos os investimentos rendem mais que poupança, contam com a garantia do FGC e podem ser feitos diretamente pelo super app. Para começar a aplicar, basta abrir sua conta PagBank em poucos minutos!

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