Resumo do texto

  • O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo é o principal índice para acompanhar os preços no Brasil;
  • Ele mede o impacto da inflação sobre o poder de compra das famílias e a valorização do nosso dinheiro;
  • O IPCA também é muito importante para quem investe, impactando tanto a renda fixa quanto variável.
  • Descubra tudo sobre o IPCA e sua importância!

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O IPCA é um indicador desenvolvido pelo IBGE para medir a variação de preços sobre despesas consideradas essenciais para as famílias brasileiras que têm renda entre 1 e 40 salários mínimos.

Ele é considerado um termômetro da inflação brasileira. É com base neste índice que os economistas avaliam a situação econômica do país, o poder de compra das famílias e até mesmo a taxa básica de juros, a Selic.

O IPCA também é utilizado como índice pós-fixado de investimentos em renda fixa, por isso, o valor dele é acompanhado de perto pelo mercado financeiro.

Veja abaixo mais sobre o IPCA, como ele é calculado e qual é a importância desse índice para o cotidiano das pessoas e para a rentabilidade dos investimentos que utilizam este índice.

O que é IPCA?

Mergulhar no universo dos investimentos exige que você conheça a economia do Brasil e do mundo. Isso é essencial para que seja possível entender como a realidade econômica afeta os investimentos e o seu bolso.

E um dos conceitos mais importantes neste sentido é a inflação. Ela afeta o bolso de todos e pode gerar mudanças no rendimento de diversas aplicações.

O primeiro passo para entender a inflação é captar bem a ideia do que é o IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Trata-se de um indicador que facilita a identificação das variações de preço no mercado — uma das características mais comuns da inflação.

A medição do IPCA é feita uma vez por mês, com o objetivo de verificar aumentos e reduções no preço final pago pelas pessoas sobre diversos itens. Com base nesta análise, é possível determinar se houve alguma mudança no poder de compra das famílias.

O itens utilizados para a construção do IPCA são variados, e cada um tem um peso no cálculo final. Os preços são pesquisados nas principais cidades do país e nos municípios que fazem parte das regiões metropolitanas.

Veja abaixo quais são os itens avaliados e porcentagem de peso de cada um deles no índice:

  1. Alimentação e bebidas: 23,12%;
  2. Transportes: 20,54%;
  3. Habitação e moradia: 14,62%;
  4. Saúde e cuidados pessoais: 11,09%;
  5. Despesas pessoais: 9,94%;
  6. Vestuário: 6,67%;
  7. Comunicação: 4,96%;
  8. Artigos de residência: 4,69%;
  9. Educação: 4,37%.

Os valores são colhidos em diversas regiões, contudo, cada uma delas tem um peso diferente na composição do IPCA, que é um índice nacional. Os valores identificados na cidade de São Paulo, por exemplo, representam um peso maior no cálculo do índice, comparado com Campo Grande.

Vale lembrar que nas cidades mais populosas é comum encontrar também os maiores custos de vida do país, por isso, os peso de certas regiões é menor ou maior.

O que é IPCA acumulado?

O IPCA é calculado mensalmente, portanto, o IPCA acumulado nada mais é do que a somatória das taxas dos IPCAs mensais de um determinado período. Segundo o IBGE, por exemplo, o IPCA acumulado entre agosto de 2019 e julho de 2020 foi de 2,31%.

Por isso, fazer o cálculo sobre o índice em um determinado período dá origem à inflação acumulada. Com base nela, os economistas tentam identificar quais foram os motivos que levaram a tantas mudanças e traçar um histórico da economia.

O resultado final é feito com base na média dos IPCAs registrados dentro do tempo considerado, porém, estamos falando de uma taxa de juros, que vai ser resultante do cálculo da média ponderada.

Fique tranquilo que você não precisa fazer todas essas contas. A Calculadora do Cidadão é uma ferramenta desenvolvida pelo Banco Central para fazer este trabalho. Basta selecionar o IPCA e definir o período para saber qual foi a inflação acumulada.

Qual o impacto do IPCA na minha vida?

Neste momento, o Brasil passa por um período de controle da inflação. Ela flutua pouco e está “controlada”, como dizem os economistas, por isso os impactos do IPCA são menores.

Porém, todos os anos nos deparamos com preços mais altos ou baixos aqui e ali. E parte dessas mudanças tem origem no cálculo do IPCA e o reajuste de preços com base no índice.

Quem viveu nos anos 80 e 90 se lembra bem da hiperinflação. As coisas mudavam de valor do dia para noite, por isso, era comum seguir o IPCA e analisar as mudanças de preços antes de ir ao mercado. Felizmente essa situação passou, porém, talvez tenha sido um dos momentos mais claros da nossa história para exemplificar o impacto do IPCA na vida das pessoas.

Os impactos do IPCA sobre os investimentos

O IPCA é um fator indispensável no momento de calcular os rendimentos de uma aplicação, ainda mais se for um investimento de longo prazo. Além de subtrair os impostos e as taxas, um investidor precisa considerar a inflação para chegar à rentabilidade real de uma aplicação financeira.

Veja esta tabela abaixo, que usa o exemplo de quem investiu R$10 mil em setembro, quando o IPCA mensal foi de 2,89%. Esta porcentagem significa que R$289 foram consumidos pela inflação.

Investimento Rendimento bruto Inflação Imposto de Renda** Valor real final
CDB 100% CDI 388 289,00 58,20 40,80
CDB 150% CDI 582 289,00 87,30 205,70
IBOVESPA* -175 289,00 -26,25 -437,75
Poupança 271,60 289,00 0 -17,40

* Média mensal do rendimento da carteira IBOVESPA em setembro. Clique aqui e entenda como funciona o índice IBOVESPA.

** A alíquota de imposto de renda utilizada foi de 15%

Nesta tabela fica mais fácil entender qual é o impacto da inflação nos investimentos. Perceba que em um mês ruim como o de setembro, até mesmo a renda variável é prejudicada pela inflação. O rendimento do IBOVESPA no acumulado do mês já estava abaixo de zero, e a inflação só agravou o resultado dos investidores.

No caso dos CDBs usados no exemplo, a inflação não é capaz de consumir o rendimento deles. Esta tabela serve, inclusive, para você entender a importância de buscar sempre os índices mais altos.

Eles rendem melhor e conseguem amortizar ainda mais as perdas inflacionárias. Por essa razão, nós temos à sua disposição CDBs com taxas que chegam a 170% do CDI e entregam o dobro da rentabilidade da poupança.

Por falar em poupança, ela é um exemplo de investimento que mostra como um rendimento positivo (diferente da bolsa de valores em setembro) consegue ser impactado negativamente pelo IPCA.

Neste momento, o rendimento dela é tão pequeno que é incapaz de superar a inflação, sendo assim, o dinheiro que você guardou na poupança durante todo aquele tempo, na verdade, sofreu um decréscimo de valor, é a famosa rentabilidade negativa.

Investimentos atrelados ao IPCA

Não é só na hora do cálculo de rendimento que o IPCA aparece. Existem títulos que têm sua rentabilidade atrelada ao índice.

O Tesouro IPCA+ é um exemplo. Sua rentabilidade é calculada com base no índice da inflação (justamente o IPCA), que é uma taxa pós-fixada.

Existem também produtos de investimentos híbridos. Possuem dois tipos de taxas em um único produto. A rentabilidade ligada ao IPCA (pós fixada) somado à uma taxa anual pré fixada.

Os impactos da inflação também têm efeitos sobre outros investimentos, como CDBs e LCIs. Esses títulos de renda fixa utilizam o CDI como base para calcular a rentabilidade, e o CDI sofre alterações conforme a taxa Selic é alterada pelo Banco Central.

A taxa Selic, por sua vez, é a taxa básica de juros da economia, e uma das funções dela é justamente controlar a inflação. Ou seja: quando o IPCA está alto, o COPOM (Comitê de Política Monetária do BC) pode subir a taxa Selic para frear o consumo e regular a inflação.

Investidores mais experientes seguem o IPCA e sabem que a inflação alta conduz à elevação da taxa Selic, o que melhora os ganhos das aplicações de renda fixa, contudo, quando a Selic é reduzida, o mercado de renda variável se torna mais atraente, já que a rentabilidade fixa cai.

Além disso, quando a inflação está mais controlada, as desvalorizações dos títulos são menores (lembre-se que o IPCA é fator de cálculo da rentabilidade real), o que é benéfico para qualquer tipo de investimento.

Como acompanhar o IPCA?

Se você pretende acompanhar a divulgação do IPCA, basta acessar o site do IBGE. O Instituto divulga a tabela relativa ao mês anterior sempre na primeira ou segunda semana do mês corrente. No mesmo endereço também é possível acompanhar as tabelas dos meses anteriores e todo o histórico do IPCA.

Também recomendamos que você fique atento às notícias do UOL Economia, que sempre divulga a tabela do IPCA e publica análises econômicas com base nela.

Acompanhe o IPCA e invista com segurança

Acompanhar os índices da economia como o IPCA ou o IGP-M é algo que só traz benefícios para quem deseja investir.

Conhecer nossa economia e como ela funciona não é interessante só para conduzir suas aplicações, mas também para que você saiba qual é a melhor forma de usar o seu dinheiro e, claro, fazê-lo render.

E por falar em rendimentos, se você quer aplicações seguranças e rendimento o dobro da  poupança, não deixe de conhecer todas nossas opções de CDB. Todos contam com a segurança do FGC e são facilmente contratados pelo super app PagBank.

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